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Usina Caeté irriga 60% de seus canaviais e longevidade média salta para 11 cortes

A irrigação em Alagoas tomou viés robusto a partir da década de 1990. Até então, a maioria das unidades agroindustriais cultivavam a cana-de-açúcar sob manejo de sequeiro e a irrigação era puramente realizada com águas residuárias. Na Usina Caeté, pertencente ao Grupo Carlos Lyra, a irrigação passou a ser visada a fim de proporcionar estabilidade à produção ao longo de toda a safra, uma vez que a produtividade despencava no final do ciclo em função do alto déficit hídrico registrado na região nesse período. “Diante deste cenário, começamos a buscar alternativas – inclusive fora do país – para mitigar essas quebras”, contou o superintendente agroindustrial Nordeste da companhia, Mário Sérgio Matias da Silva, durante a live “Irrigação na lavoura canavieira”, realizada pela CanaOnline na última terça-feira (06).

O primeiro sistema de irrigação implantado na Caeté foi o de gotejamento. Em seguida, os pivôs chegaram aos canaviais com topografia mais plana. “A partir desse momento, passamos a registrar uma estabilidade maior na produção. No entanto, outros tipos de problemas começaram a surgir. Em anos com condições climáticas mais favoráveis, por exemplo, estendíamos demais o final da safra, prejudicando a produtividade dessas áreas no ano seguinte. Além disso, irrigávamos canaviais que, na sequência, passariam pelo período das águas. Ocorre que nossos solos de tabuleiros têm baixa drenagem e pouca oxigenação. O resultado disso era um baixo crescimento da cana. No final das contas, era um investimento altíssimo, mas com resultados não tão expressivos.”

Hoje, cerca de 60% dos canaviais da Usina Caeté são irrigados. Porém, não mais os de final de safra. O sistema agora é exclusivo para as canas de início e meio de ciclo. “Estamos buscando criar um ‘colchão’ de alta produtividade para que as quebras do final do ano não influenciem nas médias gerais da companhia”, afirmou Matias da Silva.

Fonte: CanaOnline

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